Passa o tempo, passa a hora
e a minha cabeça não sai do lugar
Os números, os cálculos fazem uma
figura real do meu viver.
Fecho os olhos para não ver a
vermelhidão do lugar que me consome
E este, sobre aquele mostra a
imagem num estalar...
Diminuino o espaço e aumentando o cansaço
É que meu corpo se prende a
um labirinto inacabável, que
sistematicamente se desgasta
Aqueles raios que vejo costurar
o meu olhar, fazem música!
E a tal melodia me deixa sem chão.
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